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Créditos







CHARLESTON

Dança vigorosa popular, caracterizada por movimentos dos braços e projeções laterais rápidas dos pés. Originalmente era dançada pelos negros do sul dos Estados Unidos e recebeu o nome da cidade de Charleston, na Carolina do Sul. Dançavam em pistas de clubes, como o Cotton Club, ao som de uma orquestra formada exclusivamente por negros e freqüentada por uma elite branca.


As mulheres agitam os vestidos curtos, de cintura baixa e muitas franjas e, ao som do charleston, balançando os longos colares de cristal ou ondulando as plumas e os leques. As mãos cruzavam e descruzavam sobre os joelhos, levemente curvados cobertos por meias de seda em tons de bege, sugerindo pernas nuas, que se encostam e se afastam, seguindo o ritmo frenético. Num outro passo, levantavam as pernas e finalizavam com os agitos das mãos no ar imitando pandeiros.

 


O chapéu, até então acessório obrigatório, ficou restrito ao uso diurno. O modelo mais popular era o "cloche", enterrado até os olhos, que só podia ser usado com os cabelos curtíssimos, a "la garçonne", como era chamado. A mulher sensual era aquela sem curvas, seios e quadris pequenos, que soubesse se agitar na hora da dança e executar passos mais audaciosos com seus parceiros.

 

( do site www.caiozip.com)



Postado por: shaidehalim às 09h42
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DANÇA DO VENTRE – ARTE OU COMERCIO?

O que importa mais quando vc pensa em dança do ventre? Ver uma boa dança, com qualidade técnica, com uma bailarina que lhe transmite emoção enquanto interpreta a música... ou ver uma mulher bonita, num traje brilhoso, saracoteando os quadris pra lá e pra cá, enquanto vc degusta uma esfiha no restaurante árabe? Ver alguém que gastou anos a fio (de estudo e de investimento financeiro) para subir no palco e emocionar a platéia, ou alguém que virou estrela da dança da noite para o dia, pq investiu seu $$ em um belo par de peitos, mas negligenciou seus estudos em dança, simplesmente pq isso é de pouca valia na hora de ser contratada pelas baladas árabes da vida?

 

 

O comercio desenfreado dentro do mercado de dança do ventre foi um dos motivos que me afastou, há alguns anos, dessa modalidade. Ao mesmo tempo, após ter me afastado, acabei descobrindo outros nichos menos significativos que o comercial, mas ao mesmo tempo feito por pessoas que querem lutar contra essa padronização e imposição que o mercado tenta nos empurrar goela abaixo. E isso me fez voltar à ativa, seguindo um caminho diferenciado, fora dessas regras mercadológicas que tanto conhecemos.



E é graças à essas pessoas, que contestam, que criticam, e que dão um jeitinho para conseguir seu lugar ao sol por caminhos alternativos, que a dança ainda sobrevive como movimento artístico. Porque o mercado é forte e se apresenta como a única chance para o sucesso, mas ainda bem que há bailarinos corajosos o suficiente para enfrentar essa batalha.

 

 

É importante percebermos isso como um problema, é importante desabafarmos, mas muito mais importante é fazer algo contra isso e à nosso favor. Vamos caminhando, cada um a seu modo, para fazer a dança valer. Há milhares de homens e mulheres que vivem à dança em sua plenitude. Seja lá qual for a modalidade, essas pessoas buscam o prazer da dança acima de qualquer regra. Opiniões divergem, sim, assim como os caminhos trilhados, mas o objetivo é sempre o mesmo: dançar, independente das regras que se criaram como verdades únicas e absolutas no mercado.



Então, vamos continuando em nossa batalha de levar arte ao público, cada um com sua modalidade. Nem só a dança do ventre vive de situações como esta, pode ter certeza. Toda a classe artística vem sofrendo pressão dos sindicatos e mercantilistas de plantão, os músicos em sua luta contra a OMB, artistas plásticos que não têm onde expor sua arte etc... vamos continuando nosso trabalho de formiguinhas, desviando das regras ou passando por cima delas com um trator, à nossa maneira, cada um pela sua estrada...



A troca de dicas, conhecer a idéia que os outros fazem da arte é um bom caminho para encontrarmos soluções e ajudarmos nossa classe: a de artistas (SEJA LÁ QUAL FOR A ARTE QUE FAÇAM!).

 



Postado por: shaidehalim às 14h02
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