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MSN - shaide2008@hotmail.com |
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Universo Vintage
Atualmente, ouve-se muito falar de burlesque... novamente. Na grande maioria das vezes, o termo burlesque está associado aos shows de streap tease com caráter cômico. As dançarinas não chegam a ficar nuas completamente, fazem uma graça, um jogo de mostra e esconde.. uma sedução às antigas.
No Estilo Tribal americano parece que surge um movimento de trazer esse caráter burlesco à dança tribal. Alguns grupos entenderam o sentido da coisa e passaram a montar esquetes onde associam dança à interpretação teatral cômica. Bacana! Mas tem gente entendendo tudo errado e achando que basta vestir um figurino à la Anos 20 e dançar tribal com uma música antiguinha. Um pouco de estudo sempre vai bem.
Sem a comédia, ou sem o streap tease, como o burlesque se tornou mais conhecido, não há burlesque. Como está descrito no texto abaixo, a idéia do burlesco é a do escárnio, é exatamente fazer graça com isso. Caras e bocas sensuais? Sim, mas de forma caricata, exagerada... Ou usar pose de moça ingênua enquanto tira a roupa. Buscar o controverso, o avesso, o disparado...
Hoje em dia há um grande movimento de resgate do burlesque nos EUA. Há festivais específicos para isso... segue um vídeo de um dos maiores festivais que acontecem por lá atualmente:
http://www.youtube.com/watch?v=OjUREMzVzfk
Aqui o Brasil ainda estamos engatinhando nessa modalidade. Mas, devagar e sempre...
ok, começarei com um texto traduzido. Fonte: Burlesque et formes parodiques dans la littérature et les arts, Actes du colloque de l'Université du Maine, Le Mans, 4/7-12-1986, Seattle: Papers on French Seventeenth Century Literature (1987); John D. Jump: Burlesque (1972).
BURLESCO
Termo proveniente do latim burrula, dim. burra (brincadeira, burla, farsa); em italiano burla, burlesco (burla, mofa); em francês burlesque. Como gênero literário, o burlesco, originalmente, consistia na paródia de textos clássicos de assunto sério, como as epopéias, tratados de forma zombeteira, utilizando uma linguagem exagerada que tinha como finalidade ridicularizar o texto (ex.: Paul Scarron, autor francês do séc. XVII com a sua obra Virgile Travesti (1648), uma paródia ao poema épico de Virgílio). O contrário também servia de motivo ao burlesco, ou seja, tratar um assunto de menor importância com a gravidade de um assunto solene, utilizando um estilo elevado (ex.: Alexander Pope em The Rape of the Lock, 1712-14; Hissope de Cruz e Silva).
Num sentido mais lato, refere-se a formas que imitam ridicularizando personagens, instituições, escolas, costumes, valores, através da paródia, sátira ou caricatura, muitas vezes com uma finalidade crítica, convertendo-os em objeto de escárnio perante os espectadores. Neste sentido podemos encontrar exemplos de burlesco ao longo de toda a história da literatura, desde a Antiguidade até aos nossos dias (nas peças satíricas gregas da Antiguidade como na Batracomiomaquia, atribuída a Homero e na Apocolosyntosis de Séneca, nas obras de Aristófanes e Eurípedes e nas obras dos escritores romanos Plauto e Terêncio). Durante a Idade Média, o género foi muito apreciado e cultivado nos textos das poesias dos goliardos (paródias sobre as condutas dos clérigos e estudantes) ou nos fabliaux franceses (obras antieclesiásticas de tom carnavalesco).
Quer a sátira quer o burlesco implicam uma visão mais ou menos crítica da realidade social. No entanto, o que as distingue é o fato de na sátira o autor incluir-se no sistema de valores da ideologia dominante criticando o que fôr contrário a essa ideologia e o autor burlesco encontrar-se fora desse mesmo sistema, contrapondo um sistema de valores inversos (anti-valores) que exalta proclamando a sua superioridade. O burlesco torna-se mais tolerável do que a sátira uma vez que o seu exagero, a distorção de sentidos, o caráter paródico, a falta de um discurso político ou moralizador, o tornam aparentemente mais inofensivo.
O conceito de burlesco está bastante próximo do conceito de carnavalesco (Bakhtine) e aparenta-se com a paródia na medida em que vulgariza o que é sublime. O burlesco é uma faceta peculiar do cômico e diferencia-se das outras modalidades apresentando-se como um exercício de estilo em que o autor, ao ridicularizar uma determinada obra, põe em evidência o carácter inverso àquele que enuncia. O burlesco acaba por seguir o princípio barroco do mundo às avessas ao inverter constantemente as realidades que lhe são apresentadas, o que demonstra também um grande conhecimento dos valores e das regras vigentes bem como uma capacidade para “manusear” a linguagem e o estilo por parte dos escritores de obras burlescas.
A palavra “burlesco” surgiu pela primeira vez em Itália, no séc. XVI, numa ópera de Francesco Berni denominada rime burleschi que consistia numa paródia à poesia petrarquista. Na Itália, o género burlesco foi muito cultivado a partir do final do Renascimento embora o seu desenvolvimento surja mais tarde (A. Tassoni, Balde Roubado). É também possível encontrar vestígios de burlesco na commedia dell’arte.
Nos Estados Unidos, o burlesco aparece por volta de 1865, mas o sentido que a palavra toma é bastante diverso do utilizado na Europa. Designa todos os géneros de comédia musical de natureza erótica e vulgar onde o caráter artístico desaparece quase por completo (dança do “ventre”, show de variedades em que se combina o “menestrel” - espetáculo em que os atores se pintam de negro - e o vaudevillle). Em 1920, burlesco passa também a designar o show de striptease. Este tipo de burlesco continuou até ao início da Primeira Guerra Mundial, em 1914, e em 1937 as atuações burlescas foram banidas.
crianças,
criei a comunidade da C'est Vintage no orkut. O que tem lá? Vídeos e mais vídeos sobre as danças que trabalharemos no nosso próximo espetaculo: jazz cabaré, sapateado, charleston, can can e afins. Pra gente assistir, babar e se inspirar.
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=90713116
Espero vcs lá, hein?
Bom, aproveitando nosso cantinho virtual, venho aqui parabenizar publicamente às participantes do Espetáculo Gestos.
Foram meses de muita ralação... aulas, ensaios, filmar coreografia pra estudar em casa... e mais aulas, e mais ensaios. E nos últimos dias, bate aquele pânico, né? Mas o resultado final sempre vale a pena. O espétaculo foi lindo... e não sou eu quem está dizendo isso, tá? Até pq não vi nada durante o show e ainda não estou com os vídeos em mãos, mas quem estava na platéia, só teceu elogios. Quem assistiu ao espetaculo do ano passado disse que esse estava muito melhor! Ueba!
Mas não fiquem muito felizes achando que agora vamos descansar, viu? Em outubro temos C'est Vintage, e tem MUITA coreografia pela frente. Ai, que medo! Segunda-feira já começamos a ensaiar as novas dancinhas... quando a gente menos esperar, já chegou outubro e começa o desespero tudo de novo!