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Postado por: shaidehalim às 23h36
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ALL THAT JAZZ

Estou, gradativamente, fazendo um caminho de volta na minha vida profissional. Não, não estou retrocedendo, e sim olhando pra trás, para toda minha jornada de mais de 30 anos de dança, e fazendo uma releitura de tudo o que aprendi nesse longo período... ao lançar esse novo olhar para o que já se passou em minha vida na dança, pude reviver lembranças tão boas que me fizeram sair do posto de apenas observadora de meu passado para reviver na pele esses momentos. É nessa hora que faço meu reencontro com uma das danças que mais me tocou nessa estrada: o jazz dance.
 
Meu contato com essa dança se deu pela minha insatisfação com o ballet clássico. Minha professora, na época, extremamente rígida, me fazia ficar em um processo de confusão eterna: parar com a dança, por conta das  exigências e disciplina exacerbada de minha mestra, ou continuar, mesmo sofrendo todo dia pela minha revolta com certas situações corriqueiras no ballet, mas que muito me desagradavam? Quando já achava que o final desse embate interno chegaria e eu optaria em desistir da dança, vi uma nova porta se abrindo.
 
Minha familia se mudaria de São Paulo para Salvador, e lá eu certamente teria que procurar uma nova escola de ballet ou aproveitar esse lance do destino para me desligar de vez. No meu novo colégio havia a possibilidade de se trocar as enfadonhas aulas de educação física por atividades extra-curriculares: teatro, natação ou jazz. Enfim, nem preciso dizer qual foi a minha opção, mas posso contar que foi a melhor experiencia da minha vidinha dançante. Uma professora simpática, um grupo de colegas super bacanas... não poderia estar mais feliz, até que minha professora convidou os alunos para fazer um teste para o corpo de baile juvenil do Teatro Castro Alves.
 
Havia uma série de implicações em participar daquilo, como ensaios diários - sim, diários, cerca de 3 a 4 horas por dia - apresentações em temporadas no próprio teatro ou em centros culturais da prefeitura, mas a pior era: como menores de idade, precisariamos, claro, da autorização da família. Até aí, minha mãe jamais se oporia, mas eu acabara de mudar para a cidade...me deslocar diariamente para a UFBA ou para o Centro de Convençoes da Bahia, sozinha, certamente minha familia barraria...Fiz o teste mesmo assim e passei... e, para minha surpresa, minha mãe não só não me barrou com virou mãe de miss: me acompanhava todo santo dia às aulas, ensaios e apresentações. Eu pude viver, ainda muito nova, a experiência de como funciona o trabalho de uma cia de dança profissional de verdade...  sim, eu era remunerada por isso, o que era ainda melhor.
 
Um ano depois retornaríamos à SP. Deixei em Salvador um bando de amigos queridos, um trabalho delicioso de fazer, uma rotina exaustiva, mas enriquecedora e que me serviu de lição de vida, que obviamente aproveito até os dias de hoje.
 
Novamente na terra da garôa, tratei logo de arranjar uma nova professora de jazz, dancei no grupo do Club Homs, retornei ao ballet, agora mais amadurecida e sem medo de ficar traumatizada com crises histéricas de professoras que trabalham no método da chibata... algum tempo depois, meu leque de opções na dança foi se abrindo... conheci o tribal, a dança do ventre, o flamenco, a dança indiana... e minha vida tomou um rumo novo.
 
Sem tempo para me dedicar a tudo que gostaria, acabei fazendo as opções pensando nos benefícios financeiros - afinal de contas, bailarino não vive de vento - larguei o jazz e o ballet para ter mais tempo e dinheiro para fazer os cursos de danças étnicas,que hoje são a minha especialidade profissional principal - pelo menos quando falamos em mercado de trabalho, cursos, shows etc.
 
No meio de 2008, no entanto, ao assistir, por acaso, um filme de dança na televisão, recheado de lindas cenas de jazz, uma coceirinha voltou a rolar por aqui... acabei comprando o filme pra rever mais vezes e a saudade aumentou... não bastasse isso, meu pai me presenteou com um dvd de sapateado... dança que sempre quis fazer, mas ficou fora da minha lista de prioridades, pois, há muitos anos atrás, ao fazer um mísero mês de aulas, me senti mais perdida que cego em tiroteio e decidi que aquilo ainda não era pra mim... ainda, pq em se tratando de dança, eu nunca renego nada de pés juntos, pois uma hora ou outra sempre posso voltar atrás.
 
Enfim... com essa coisa toda, fora uns projetos profissionais que acabaram acontecendo meio sem planejamento - depois falo disso por aqui, pq não é algo diretamente relacionado à dança - acabei ficando instigada em tentar o sapateado novamente... e dessa vez parece que me reconciliei de vez com ele... estou simplemente amando..sofrendo horrores, pq o trem é dificil... mas aceito o desafio de bom grado. Comecei com uma professora, mas como temos uma sapateadora profissa no casting do Vitrine Beladança, consegui convence-la à dar aulas por aqui...
 
E não resisti e voltei tambem pro jazz. E nessa que já é paixão antiga, só me delicio nas aulas. Voltei tambem a dar aulas dessa modalidade dentro do projeto C'est  Vintage, que já falei aqui um pouquinho, mas agora, além do grupo de dança, também virou tema de aulas e estamos montando um espetáculo chiquérrimo pra outubro.. mais informações em breve.. aguardem e confiem.
 
O mais bacana disso tudo é ver que minhas alunas de danças étnicas, como dança indiana e dança do ventre, estão se encantando com essa nova possibilidade... aprendendo uma nova dança, sem pré-conceitos, recebendo esses ensinamentos de peito aberto, se divertindo em sala de aula... no geral, as pessoas, principalmente do meio da dança do ventre e da dança indiana, acabam um pouco submersas ao extremo nesse nicho, na cultura que cerca essas danças, e passam a não querer olhar para outros horizontes... uma lástima, pq há tanto pra ser visto e dançado nesse mundão...
 
É muito bom ver quem nunca teve nenhuma experiência em jazz se descobrindo, vendo que por vezes é tão simples, e em outros momentos...aiiiii, quanta dificuldade com tantos giros, e quedas, e pernas que sobem e descem, e braços que trabalham de maneira tão diferente do que estavam acostumadas... damos muita risada quando alguém encaixa uma mãozinha de dança do ventre ou uma postura indiana no meio do jazz... redescobrir as possibilidades do corpo numa nova linguagem é um desafio delicioso, né?
 
Enfim.. temos poucos meses pra ver os resultados disso... a C'est Vintage - elenco profissional - já começou a trabalhar por aí... em breve quero que as novatas estejam também fazendo muitos shows.
 
Ahhhhh... e relaxem... não desisti das outras danças... de nenhuma delas... só estou reabrindo as possibilidades em minha vida, pro meu corpo, pra minha mente poder criar com elementos diferentes... e resgatando paixões. Como boa aquariana, fico o tempo todo caçando uma nova encrenca...rsrs.
 
Nada mais gratificante do que ter a certeza de que tudo que aprendi até hoje sempre me será de grande valia.. no momento certo.


Postado por: shaidehalim às 23h27
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Sapateando...

 

Todo mundo pode sapatear

 

O sapateado é mais democrático do que parece. Não faz distinção de peso, sexo ou idade e ainda ajuda a emagrecer. Uma hora sapateando, em nível intermediário, queima cerca de 500 calorias. Em termos de consumo de energia, é o mesmo que praticar um esporte como a corrida ou a natação.

 

"Com certeza o sapateado é uma modalidade de dança muito aeróbica. Por isso, o gasto calórico é intenso", atesta a professora Flávia Scalzzo. "Há todo tipo de novo aluno, daqueles que estão em busca de uma atividade física, mas não gostam de academia, aos que procuram a dança para relaxar e aliviar o stress. Em todos os casos, no início a curiosidade é grande, depois vira paixão", avalia Flávia.

 

Claro que para sair sapateando por aí com a desenvoltura de um personagem de Musical leva um certo tempo - na verdade, o suficiente para os aprendizes perceberem nas coreografias vários movimentos que já executam normalmente. "Se você reparar bem, a gente pula e corre nas aulas. Tudo coordenado com a música", explica o coreógrafo Waldomiro Pires, que também é professor de educação física. Aí, tudo fica mais fácil. Por isso, sapatear, mesmo que um pouco fora do ritmo no início, está ao alcance de todos. "Tem quem aproveite o sapateado até como terapia, para melhorar a auto-estima".

 

Sapatear é bom para o corpo inteiro

 

No campo físico, a atividade aumenta a capacidade cardiovascular, protege as articulações e trabalha os músculos inferiores, já que a dança exige mais das pernas e dos pés do que de qualquer outra parte do corpo. Assim, panturrilha, glúteos e coxas ficam em forma. "Mas também trabalhamos a musculatura dos braços e do abdômen. As aulas visam que o aluno utilize o corpo como um todo", ressalta Flávia.

 

No fim, o saldo de quem sapateia é mais positivo do que os ponteiros da balança são capazes de indicar: a postura melhora, desenvolve-se força, resistência, agilidade, coordenação motora, equilíbrio e velocidade, aguçando a consciência corporal. Por isso, é ideal para quem está perdendo peso e percebendo um novo corpo. "O curso também ajuda a lidar com a energia corporal, ensinando a ampliá-la e concentrá-la no momento certo, com expressão e domínio de espaço e tempo", completa a professora.

 

E quem sapateia ainda fica com os ouvidos afiados, pois sapatear é como tocar um instrumento de percussão - o barulho das chapinhas no solo produz uma melodia à parte, complementar à da música escolhida para embalar os passos. Por tabela, aprende-se um pouco de teoria musical. "A grande proposta do sapateado é fazer música com os pés", ensina Waldomiro.

 

Dicas pra sapateadores de primeira viagem:

 

- Quem já tem histórico de problemas ortopédicos deve consultar um médico antes de optar pelo sapateado. Esse conselho vale para qualquer modalidade de dança. Fora isso, não há restrições.

 

- Na hora de procurar a escola, certifique-se de que ela oferece condições apropriadas. A sala deve ter o piso em madeira, de preferência isolado do chão. Essa medida diminui o impacto do corpo com o solo, protegendo o bailarino de possíveis lesões. Também observe se há barras, aparelhagem de som e acústica perfeita.

 

- É sempre importante saber qual a metodologia do profissional com quem você pretende trabalhar.

 

- Faça uma aula experimental antes de comprar os sapatos, que custam por volta de R$ 70.

 

- Roupas de malha permitem um maior conforto e flexibilidade na hora dos exercícios. Mas, o conselho principal é: esqueça tudo no momento da aula e divirta-se!

 

Um pouco da história do sapateado

 

O sapateado surgiu na Irlanda, no início da Revolução Industrial, onde os operários costumavam usar tamancos de madeira ("clogs") para isolar a intensa umidade que subia do solo. Nas poucas horas de folga, tanto homens como mulheres reuniam-se nas ruas dos pequenos centros urbanos para uma animada competição, cujo objetivo era ver quem conseguia produzir os sons e ritmos mais originais com o bater das solas no chão de pedra. Por volta de 1800, os tamancos foram substituídos por calçados de couro (jigs), mais flexíveis, e moedas foram adaptadas ao salto e à biqueira para que o som do "sapato musical" soasse mais puro. Com o tempo, as moedas foram trocadas por plaquinhas de metal, os "taps". Daí, o nome em inglês do sapateado: "tap dancing".

 

Por volta de 1920, surgiu o sapateado americano, cuja história começou com os negros. O auge veio com as grandes produções do cinema entre 1930 e 1950, quando surgiram grandes nomes como Gene Kelly, Fred Astaire, Ginger Rogers e Eleonor Parker. Vale ressaltar que nos musicais o estilo adotado é mais dançado com o corpo, utilizando técnicas de ballet. No sapateado do negro americano, as batidas são mais rápidas e o corpo fica mais à vontade. Fred Astaire dançava os dois estilos de uma maneira surpreendente e perfeita, altamente clássico e com a velocidade dos negros.volta de 1920, surgiu o sapateado americano, cuja história começou com os negros. O auge veio com as grandes produções do cinema entre 1930 e 1950, quando surgiram grandes nomes como Gene Kelly, Fred Astaire, Ginger Rogers e Eleonor Parker. Vale ressaltar que nos musicais o estilo adotado é mais dançado com o corpo, utilizando técnicas de ballet. No sapateado do negro americano, as batidas são mais rápidas e o corpo fica mais à vontade. Fred Astaire dançava os dois estilos de uma maneira surpreendente e perfeita, altamente clássico e com a velocidade dos negros.

 

OBS: Recebi este texto de uma amiga e não sabemos a origem... se alguém souber o autor, por favor, me comunique, tá?



Postado por: shaidehalim às 21h49
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Enaltecendo meus ídolos: Bob Fosse - PARTE 2

Peças e filmes

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Postado por: shaidehalim às 21h47
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Enaltecendo meus ídolos: Bob Fosse - PARTE 1

Bob Fosse nasceu numa família norueguesa. Ele era o caçula de seis filhos. Sua carreira com a dança começou ainda muito jovem, quando seu pai o ensinou a dançar dança de salão.Sua mãe foi uma dançarina “burlesca”, uma espécie de dançarina de cabaré e cantora de revistas musicais.

 

Fosse começou a ter aulas de dança na Escola de Ballet Ferderick Weaver, onde aprendeu a sapatear e dança acrobática. Com 13 anos foi dançar com Charles Grass, outro jovem dançarino, e colaborou com a peça "The Riff brothers". Eles se apresentaram em vários teatros na área de Chicago. Em menos de três anos, o grupo estava tendo um bom salário por semana e Fosse já estava coreografando e escrevendo diálogos cômicos aos 15 anos. Sempre ambicioso, Fosse se mudou e estava trabalhando em séries de pequenos atos. Essa foi uma das ajudas para ele coreografar seu primeiro número, envolvendo quatro garotas com plumas, para o musical "Cole Porter".

 

Em1945, se formou na Escola Secundária de Amundsen,em Chicago, e começou um trabalho dançando no show "Dura situação", no qual se apresentou para bases militares e navais no Pacífico. Depois disse que aperfeiçoou sua técnica como performer, coreógrafo e diretor enquanto estava servindo seu dever. Primeiramente apareceu em filmes como: "Give a girl a break", "The Affairs of Dobie Gillis" e "Kiss me, Kate", todos três realizados em 1953.

 

Um ano depois ele trabalhou com coreógrafo nos seus primeiros shows da Broadway, "O Jogo do pijama" em 5 e "Malditos yankees", no qual ele conheceu a atriz Gwen Verdon,vque viria a ser sua esposa.

 

Fosse desenvolveu um estilo de dança de jazz que foi imediatamente reconhecido e caracterizado por seu ar sensual. Outras distinções notáveis eram seus joelhos internos, ombros arredondados e isolações do corpo. Com a influência de Fred Astaire, ele usou como acessórios chapéus côco, barras e cadeiras. Ele começou a ficar careca aos 17 anos, por isso começou a usar chapéus em suas apresentações e também porque não gostava de suas mãos. Sua rotina de dança era intensa e alguns de seus números mais conhecidos incluem "Steam heat" de "The Pajama game" e "Hey big spender" de "Sweet Charity".

 

Aclamado no teatro, onde foi várias vezes premiado, Bob Fosse ganhou também no cinema um Oscar em 1972 pelo filme "Cabaret", além de várias homenagens na TV pelo especial com a atriz e cantora Liuza Minelli, "Liza com Z". As filmagens de "Cabaret" tiveram uma característica específica: lembravam Vaudeville e burlesque.

 

Em 1986 ele coreografou, dirigiu e também escreveu o musical "Big deal". Ele ganhou muitos prêmios por seus trabalhos, entre eles estão o Tony Award e um Emmy. Ele foi a primeira pessoa a ganhar os três mais importantes prêmios no mesmo ano.

 

Seu musical "All that jazz" de 79, ganhou a Palma de Ouro em Cannes e foi indicado para quatro Oscar. Esse filme foi uma autobiografia sem compromisso.

 

Bob Fosse morreu aos 60 anos, vítima de um enfarto, em Washington, onde estava para apresentar o espetáculo "Sweet Charity" no Teatro Nacional de Washington.

 

Ele se casou três vezes: com Marian Niles, depois com uma dançarina de nome Joan McCracken e por último com a atriz Gwen Verdon, com a qual teve uma filha, Nicole Providence Fosse, que também é dançarina.

 

FONTE: WIKIPEDIA



Postado por: shaidehalim às 21h46
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