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Sapateando...

Todo mundo pode sapatear
O sapateado é mais democrático do que parece. Não faz distinção de peso, sexo ou idade e ainda ajuda a emagrecer. Uma hora sapateando, em nível intermediário, queima cerca de 500 calorias. Em termos de consumo de energia, é o mesmo que praticar um esporte como a corrida ou a natação.
"Com certeza o sapateado é uma modalidade de dança muito aeróbica. Por isso, o gasto calórico é intenso", atesta a professora Flávia Scalzzo. "Há todo tipo de novo aluno, daqueles que estão em busca de uma atividade física, mas não gostam de academia, aos que procuram a dança para relaxar e aliviar o stress. Em todos os casos, no início a curiosidade é grande, depois vira paixão", avalia Flávia.
Claro que para sair sapateando por aí com a desenvoltura de um personagem de Musical leva um certo tempo - na verdade, o suficiente para os aprendizes perceberem nas coreografias vários movimentos que já executam normalmente. "Se você reparar bem, a gente pula e corre nas aulas. Tudo coordenado com a música", explica o coreógrafo Waldomiro Pires, que também é professor de educação física. Aí, tudo fica mais fácil. Por isso, sapatear, mesmo que um pouco fora do ritmo no início, está ao alcance de todos. "Tem quem aproveite o sapateado até como terapia, para melhorar a auto-estima".
Sapatear é bom para o corpo inteiro
No campo físico, a atividade aumenta a capacidade cardiovascular, protege as articulações e trabalha os músculos inferiores, já que a dança exige mais das pernas e dos pés do que de qualquer outra parte do corpo. Assim, panturrilha, glúteos e coxas ficam em forma. "Mas também trabalhamos a musculatura dos braços e do abdômen. As aulas visam que o aluno utilize o corpo como um todo", ressalta Flávia.
No fim, o saldo de quem sapateia é mais positivo do que os ponteiros da balança são capazes de indicar: a postura melhora, desenvolve-se força, resistência, agilidade, coordenação motora, equilíbrio e velocidade, aguçando a consciência corporal. Por isso, é ideal para quem está perdendo peso e percebendo um novo corpo. "O curso também ajuda a lidar com a energia corporal, ensinando a ampliá-la e concentrá-la no momento certo, com expressão e domínio de espaço e tempo", completa a professora.
E quem sapateia ainda fica com os ouvidos afiados, pois sapatear é como tocar um instrumento de percussão - o barulho das chapinhas no solo produz uma melodia à parte, complementar à da música escolhida para embalar os passos. Por tabela, aprende-se um pouco de teoria musical. "A grande proposta do sapateado é fazer música com os pés", ensina Waldomiro.
Dicas pra sapateadores de primeira viagem:
- Quem já tem histórico de problemas ortopédicos deve consultar um médico antes de optar pelo sapateado. Esse conselho vale para qualquer modalidade de dança. Fora isso, não há restrições.
- Na hora de procurar a escola, certifique-se de que ela oferece condições apropriadas. A sala deve ter o piso em madeira, de preferência isolado do chão. Essa medida diminui o impacto do corpo com o solo, protegendo o bailarino de possíveis lesões. Também observe se há barras, aparelhagem de som e acústica perfeita.
- É sempre importante saber qual a metodologia do profissional com quem você pretende trabalhar.
- Faça uma aula experimental antes de comprar os sapatos, que custam por volta de R$ 70.
- Roupas de malha permitem um maior conforto e flexibilidade na hora dos exercícios. Mas, o conselho principal é: esqueça tudo no momento da aula e divirta-se!
Um pouco da história do sapateado
O sapateado surgiu na Irlanda, no início da Revolução Industrial, onde os operários costumavam usar tamancos de madeira ("clogs") para isolar a intensa umidade que subia do solo. Nas poucas horas de folga, tanto homens como mulheres reuniam-se nas ruas dos pequenos centros urbanos para uma animada competição, cujo objetivo era ver quem conseguia produzir os sons e ritmos mais originais com o bater das solas no chão de pedra. Por volta de 1800, os tamancos foram substituídos por calçados de couro (jigs), mais flexíveis, e moedas foram adaptadas ao salto e à biqueira para que o som do "sapato musical" soasse mais puro. Com o tempo, as moedas foram trocadas por plaquinhas de metal, os "taps". Daí, o nome em inglês do sapateado: "tap dancing".
Por volta de 1920, surgiu o sapateado americano, cuja história começou com os negros. O auge veio com as grandes produções do cinema entre 1930 e 1950, quando surgiram grandes nomes como Gene Kelly, Fred Astaire, Ginger Rogers e Eleonor Parker. Vale ressaltar que nos musicais o estilo adotado é mais dançado com o corpo, utilizando técnicas de ballet. No sapateado do negro americano, as batidas são mais rápidas e o corpo fica mais à vontade. Fred Astaire dançava os dois estilos de uma maneira surpreendente e perfeita, altamente clássico e com a velocidade dos negros.volta de 1920, surgiu o sapateado americano, cuja história começou com os negros. O auge veio com as grandes produções do cinema entre 1930 e 1950, quando surgiram grandes nomes como Gene Kelly, Fred Astaire, Ginger Rogers e Eleonor Parker. Vale ressaltar que nos musicais o estilo adotado é mais dançado com o corpo, utilizando técnicas de ballet. No sapateado do negro americano, as batidas são mais rápidas e o corpo fica mais à vontade. Fred Astaire dançava os dois estilos de uma maneira surpreendente e perfeita, altamente clássico e com a velocidade dos negros.
OBS: Recebi este texto de uma amiga e não sabemos a origem... se alguém souber o autor, por favor, me comunique, tá?
Bob Fosse nasceu numa família norueguesa. Ele era o caçula de seis filhos. Sua carreira com a dança começou ainda muito jovem, quando seu pai o ensinou a dançar dança de salão.Sua mãe foi uma dançarina “burlesca”, uma espécie de dançarina de cabaré e cantora de revistas musicais.
Fosse começou a ter aulas de dança na Escola de Ballet Ferderick Weaver, onde aprendeu a sapatear e dança acrobática. Com 13 anos foi dançar com Charles Grass, outro jovem dançarino, e colaborou com a peça "The Riff brothers". Eles se apresentaram em vários teatros na área de Chicago. Em menos de três anos, o grupo estava tendo um bom salário por semana e Fosse já estava coreografando e escrevendo diálogos cômicos aos 15 anos. Sempre ambicioso, Fosse se mudou e estava trabalhando em séries de pequenos atos. Essa foi uma das ajudas para ele coreografar seu primeiro número, envolvendo quatro garotas com plumas, para o musical "Cole Porter".
Em1945, se formou na Escola Secundária de Amundsen,em Chicago, e começou um trabalho dançando no show "Dura situação", no qual se apresentou para bases militares e navais no Pacífico. Depois disse que aperfeiçoou sua técnica como performer, coreógrafo e diretor enquanto estava servindo seu dever. Primeiramente apareceu em filmes como: "Give a girl a break", "The Affairs of Dobie Gillis" e "Kiss me, Kate", todos três realizados em 1953.
Um ano depois ele trabalhou com coreógrafo nos seus primeiros shows da Broadway, "O Jogo do pijama" em 5 e "Malditos yankees", no qual ele conheceu a atriz Gwen Verdon,vque viria a ser sua esposa.
Fosse desenvolveu um estilo de dança de jazz que foi imediatamente reconhecido e caracterizado por seu ar sensual. Outras distinções notáveis eram seus joelhos internos, ombros arredondados e isolações do corpo. Com a influência de Fred Astaire, ele usou como acessórios chapéus côco, barras e cadeiras. Ele começou a ficar careca aos 17 anos, por isso começou a usar chapéus em suas apresentações e também porque não gostava de suas mãos. Sua rotina de dança era intensa e alguns de seus números mais conhecidos incluem "Steam heat" de "The Pajama game" e "Hey big spender" de "Sweet Charity".
Aclamado no teatro, onde foi várias vezes premiado, Bob Fosse ganhou também no cinema um Oscar em 1972 pelo filme "Cabaret", além de várias homenagens na TV pelo especial com a atriz e cantora Liuza Minelli, "Liza com Z". As filmagens de "Cabaret" tiveram uma característica específica: lembravam Vaudeville e burlesque.
Em 1986 ele coreografou, dirigiu e também escreveu o musical "Big deal". Ele ganhou muitos prêmios por seus trabalhos, entre eles estão o Tony Award e um Emmy. Ele foi a primeira pessoa a ganhar os três mais importantes prêmios no mesmo ano.
Seu musical "All that jazz" de 79, ganhou a Palma de Ouro em Cannes e foi indicado para quatro Oscar. Esse filme foi uma autobiografia sem compromisso.
Bob Fosse morreu aos 60 anos, vítima de um enfarto, em Washington, onde estava para apresentar o espetáculo "Sweet Charity" no Teatro Nacional de Washington.
Ele se casou três vezes: com Marian Niles, depois com uma dançarina de nome Joan McCracken e por último com a atriz Gwen Verdon, com a qual teve uma filha, Nicole Providence Fosse, que também é dançarina.
FONTE: WIKIPEDIA