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DANÇAS DA ÍNDIA

Escrevi esse artigo em 2007, a pedido da Sandra, do blog Indiagestão (www.indiagestao.blogspot.com).

Repasso agora pra vcs!

A dança e a música como forma de devoção

 

Toda a cultura indiana está diretamente atrelada a religiosidade, e as formas artísticas que ainda hoje podemos ver, vem de um tempo onde o caminho religioso era essencial na vida do ser humano. Onde nada era feito sem que os deuses fossem consultados, agraciados, reverenciados. Mesmo no Ocidente, quando reproduzimos as danças ou a música da Índia, mantemos nossa devoção, pedimos as bençãos de Shiva, de Krishna, de Ganesha e de outros mais do panteão hindu. Pedimos licença aos grandes mestres que criaram danças inigualáveis, onde cada parte do corpo, dos pés aos olhos, se manifesta. Onde a expressividade do bailarino, a emoção, está em cada gesto, de um simples levantar de sobrancelhas ao mais intrincado trabalho de percussão com os pés. Onde as mãos traduzem histórias de infinita beleza e de significados tão universais que somos capazes de compreender mesmo sem grande conhecimento nessa arte.

Aqui, deixo minha contribuição com um pequeno resumo sobre as 7 danças clássicas da Índia. Hoje em dia, essas danças ainda sobrevivem graças ao árduo trabalho de grandes gurus, que não deixam a tradição morrer:

 

Bharatanatyam - Originária de Tamil Nadu, a Bharatanatyam pode ser considerada a mais tradicional das danças clássicas da Índia. O estilo foi resguardado por muitos séculos pelas devadassis, dançarinas templárias. No entanto, estava sendo esquecida quando, no início do século XX, foi resgatada, hoje se consolidando como uma dança clássica que saiu dos templos e chegou a todas as classes.

Bharatanatyam segue um padrão muito específico de apresentação, com repertório invariável que se traduz em 7 peças de dança (Alaripu, Jatiswaram, Shabdam, Varnam, Padams, Javalis e Tilana), abordando tanto os aspectos da nrtta (dança pura ou abstrata) como da nrtya (dança expressiva, onde há pantomima e relata-se histórias dos deuses), além do Mangalam, uma prece evocando a benção divina.

Odissi - Original do estado de Orissa, na costa leste da Índia. Em suas raízes, a dança odissi fazia parte dos ritos diários de adoração nos templos hindus, por uma classe de bailarinas chamada maharis. Desde o século XVII, com as invasões estrangeiras, a prática ritual da dança odissi passou a ser menos comum, o que transferiu a dança dos templos para os palácios. Uma nova classe de bailarinos nasce então: os gotipuas eram meninos que se transvestiam de meninas para realizar apresentações de odissi nas praças públicas, popularizando assim essa forma de dança, que trabalha com os movimentos de forma bastante escultural, inspirados na arte templária hindu.

Odissi é uma das mais antigas e completas formas de dança indiana, trabalhando com a nrtta e a nrtya, e tendo como referência as energias complementares simbolizadas na dança pelas duas posturas fundamentais, a chowka, posição angulosa que representa a energia masculina e a tribhanga, mais graciosa, simbolizando a energia feminina.

Kathak - Kathak é uma dança tradicional hindustani, originário do norte da Índia, que trabalha com uma rica técnica de trabalho dos pés. Baseando-se na dança pura e abstrata, cria diversos e intrincados padrões rítmicos usando para tanto a batida alternada dos pés no chão, reavivados pelos guizos atados nos tornozelos dos bailarinos.

 

A dança ganha vigor e velocidade no decorrer da música, culminando numa seqüência de giros. A recitação de sílabas rítmicas (conhecidas como bols ou talams) é comum nesse estilo. O bailarino recita os bols no ciclo métrico escolhido e, em seguida, representa a mesma seqüência por meio dos pés. Isso serve também para indicar aos músicos como deve ser realizado o acompanhamento ao trabalho do bailarino, criando um verdadeiro diálogo entre os músicos e os bailarinos.

Katakhali - da região de Kerala, a dança Kathakali é uma tradicional forma de dança-teatro. Os movimentos da dança retratam a influência de antigas artes marciais da região, além de um grande detalhamento com o uso das diferentes partes do corpo, principalmente os músculos faciais, a sobrancelha, os olhos e pálpebras. Acompanhado de um ritmo contagiante, a dança é recheada com giros e muita interpretação, onde os bailarinos interpretam heróis, demônios, guerreiros, além das deidades hindus.

 

Uma característica marcante dessa dança é o uso de uma maquiagem específica: verde é a cor do herói; bigodes e nariz protuberante são características do demônio-guerreiro, maquiagens com predominância da cor preta representam os moradores da floresta ou os demônios femininos, etc.

Mohiniattam - Originária do estado de Kerala, essa dança hoje em dia é reservada apenas às mulheres, explorando, pelos movimentos da dança, a graciosidade e sedução da essência feminina.

 

Monihiattam funde o aspecto gracioso da Bharatanatyam (Lasya), com técnicas teatrais da dança Kathakali, com movimentos suaves, ondulantes, lembrando os movimentos do mar ou de folhas ao vento, com grande destaque ao trabalho de olhos e mãos.

Manipuri - Originaria de Manipur, região de localização geográfica afastada, a dança Manipuri não recebeu influência estrangeira, mantendo assim um estilo puro e ritualístico, abordando tanto o aspecto vigoroso (Tandava) quando o gracioso (Lasya) da dança, com expressividade natural e uma boa dose de lirismo. Com um vasto repertório de peças, os dançarinos muitas vezes acompanham a dança tocando instrumentos de percussão como címbalos ou o pung cholom (instrumento de percussão típico da região).

 

A dança Manipuri também tem um repertório que se associa à arte marcial, com o uso de espadas, lanças e escudos como acessórios de dança, simbolizando cenas de lutas, que mostram um intensivo treinamento e controle corporal, surgido desde os tempos em que a dança representava a necessidade dos habitantes da região de se defenderem de animais selvagens, e da necessidade da caça para a subsistência da população da região.

Kuchipudi - Uma das danças mais recentes, com apenas 500 anos de vida, é originária de uma vila do sul da Índia que possui o mesmo nome da dança. È uma forma de dança-teatro, que trabalha com a marcação rítmica com os pés, bem como o equilíbrio dos bailarinos. Também é muito comum ver essa forma de dança sendo apresentada por casais, representando o relacionamento entre as energias masculina e feminina, abordando aspectos espirituais ou amorosos.


Postado por: shaidehalim às 17h37
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2009 chegou... e voltamos à ativa!

Olá crianças,

demos uma paradinha no blog, por causa da típica correria de fim de ano... apresentações de monte, compras de Natal, viagem de férias (^-^)! Mas já estamos com a corda toda pra encher o blog de coisinhas!

Amanhã tem texto novo! Eba!

Beijocas da Sha



Postado por: shaidehalim às 19h36
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Feliz olhar novo!!!

(Carlos Drummond de Andrade) 


O grande barato da vida é olhar pra trás e sentir orgulho da sua história.
O grande lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o AQUI AGORA!
 
Claro que a vida prega peças.
É lógico que, por vezes, o bolo sola, o pneu fura, chove demais. Mas... Pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar  pelo menos uma vez ao dia? Tem sentido ficar irritado (a) durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho?
 
2008 foi um ano cheio.
Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões. Normal.
Às vezes se espera demais das pessoas. Normal.
A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou. Normal.
 
2009 não vai ser diferente.
Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e aí? Fazer o quê? Acabar com o seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança? O que eu desejo pra todos nós é sabedoria!
É que todos nós saibamos transformar tudo em uma boa experiência! Que todos consigamos perdoar o desconhecido mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim.
 
Entender o amigo que não merece nossa melhor parte.
Se ele decepcionou, passa pra categoria 3, a dos amigos até a página 8. Ou muda de classe, vira colega. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.
 
O nosso desejo não se realizou? Beleza, não tava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento (me lembro sempre de uma frase que adoro: 'cuidado com seus desejos, eles podem se tornar realidade').
 
Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes.
Desejo pra todo mundo esse olhar especial. 2009 pode ser um ano especial se nosso olhar for diferente. Pode ser muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos, e dermos a volta nisso.

Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro. 2009 pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, maneiro, especial... 
Pode ser puro orgulho.
 
Depende de mim! De você!
Pode ser.
E que seja!!!
 
Feliz olhar novo!!!
 
Que a virada do ano não seja somente uma data, mas um momento para repensar tudo o que fizemos e que desejamos, afinal sonhos e desejos podem se tornar realidade somente se fizermos jus e acreditarmos neles!



Postado por: shaidehalim às 19h33
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